O título da presente obra deve entender-se como uma metáfora. Não se trata, evidentemente, de saber como Salazar apreciava o cinema que via, mas como foi encarado o cinema no tempo do Estado Novo e pelo Estado Novo, regime que ultrapassou Salazar e o salazarismo. Produzia-se, realizava-se, comentava-se, via-se cinema, em muitos casos sem que houvesse um controlo directo do regime ou um entendimento da mensagem do regime. O cinema dos anos 30 aos anos 70 do século XX era vigiado, censurado e autocensurado, além de aproveitado como forma de propaganda. Mas com o avanço do Estado Novo, verificou-se uma transformação nos filmes produzidos. E o regime, embora não se revisse nesses filmes, também não os enjeitava, crendo que demonstravam um certa inovação estética e poderiam ser encarados como um emblema da "modernidade" sempre afirmada e adiada no Portugal de Salazar e Caetano.
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