Muitas vezes há que optar entre o esforço de pensar solitário e a boa e confortável companhia do grupo, entre a aridez e a antipatia da crítica e a pertença a uma qualquer "camisola". Para mim, o PSD nunca foi "camisola", mas também nunca foi emprego.Cheguei lá mais tarde do que muitos, embora mais cedo que muitos outros, e isso torna a relação mais racional do que afectiva, o que é um ónus particular, mas as coisas são como são.Dito isto, o PSD é para mim mais do que as suas circunstâncias políticas do momento, mais do que as suas lideranças, é um movimento social e político fundamental para a democracia portuguesa, do qual depende muita da sua qualidade. Na sua génese, no seu pensamento fundador com Sá Carneiro, e no seu "programa não escrito", a sua história, o PSD atravessa tudo o que de mais importante nos aconteceu nos últimos trinta anos, sendo que, nalguns casos, de autoria única. Por isso é que a crise que hoje se vive ameaça esse património de intervenção cívica. Na verdade, escrevendo sobre o PSD, falo sobre os problemas do esgotamento acentuado do nosso sistema político, quase todos eles partilháveis com o PS.Esta é a minha contribuição para o Congresso do PSD, uma contribuição que não cabe nem na retórica dum discurso, nem em qualquer candidatura que seria sempre quixotesca e desviaria as atenções para o que me interessa mais: o que aqui escrevo, sempre o mesmo há vinte anos. Pouco me importa se essa contribuição é desejada ou um incómodo no clima de intolerância e anti-intelectualismo que se vive hoje. É o que entendo ser a minha obrigação. Face ao meu país e ao PSD, seguindo a ordem de prioridades que Sá Carneiro sempre defendeu e que eu tomo... a sério.»José Pacheco Pereira
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