Romance póstumo do autor de “A Torre de Barbela”, será romance inacabado ou primeiro volume de uma série de quatro (mas independente) que o autor tinha na cabeça quando a morte o surpreendeu em Londres, corria o ano de 1975? Ultrapassemos essa questão e atentemos no que disse Ruben-ele-mesmo em carta a Liberto Cruz (responsável por esta edição e pela publicação da Obra Completa do autor de “O Mundo à Minha Procura”): esta é a “minha obra máxima”.Liberto Cruz descreve a obra assim, no prefácio a esta edição:“Conquanto na sua carta de 17 de Outubro de 1974 Ruben A. escreva que ‘este KAOS vai de 1900 a mais ou menos 1916’, é forçoso dizer que os seus horizontes não são tão limitados. Pelo contrário. Como diz acertadamente Vasco Pulido Valente: ‘O Kaos é aparentemente a República. Mas também é 1820, o liberalismo, a revolução, Portugal.’ E é também, acrescento eu, o 25 de Abril de 1974 contado através da história da nossa Primeira República. O presente vivido pelo escritor relatava os acontecimentos contados pelo historiador. O conhecimento do passado contribuía para melhor entender a actualidade e para melhor compreender o fim da Monarquia. Afinal Brito Camacho parecia não ter exagerado ao dizer que só as moscas eram diferentes.”“ [..] trata-se de um grande romance, onde as trapalhadas pátrias são pretexto para uma ironia incomum nas letras portuguesas, subtraídos Eça, Almada, O’Neill e poucos mais.[...] Mas o que faz a delícia maior deste romance é, sem dúvida, a sua actualidade. Portugal, ‘esse lugar mal frequentado’ de que falava Eça, expõe em ‘Kaos’ os seus rídículos, de ontem e de hoje.”Ana Cristina Leonardo, Expresso, Actual, 30/08/07
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