Neste segundo volume de Uma Outra História da Filosofia, Jürgen Habermas prossegue a sua abordagem da história da filosofia ocidental como reconstrução da «genealogia do pensamento pós-metafísico», abrangendo aqui o período moderno. Começando por analisar o processo de subjectivização da fé e a importância da consciência individual no protestantismo, sublinha a contribuição de Lutero para a viragem antropocêntrica da filosofia e traça o caminho que conduz a Hume e a Kant, como representantes por excelência da filosofia do sujeito, respectivamente na modalidade empirista e transcendental. Debruça-se, em seguida, sobre o movimento de destranscendentalização da filosofia, desencadeado por Hegel, e prosseguido pelos «jovens hegelianos», com a afirmação da ideia de um sujeito finito (corporizado organicamente), historicamente situado e comunicacionalmente socializado, pondo em diálogo os projectos filosóficos de Herder, Humboldt, Feurbach e Peirce com a sua própria teoria da racionalidade comunicacional, como uma forma de kantianismo linguisticamente «transformado».
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